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26/04/2012

Tá certo.


Eu deveria vir aqui com certa regularidade pra compartilhar com vocês alguma história dessas novas velhas novas aventuras - reais ou não, tanto faz - de rapaz do interior, espremido e cochilando às seis e meia da manhã num ônibus lotado rumo ao Jabaquara (ou Conceição, tanto faz).

Talvez uma cena ou outra dessas cenas muito loucas, que sempre impressionam um rapaz do interior, recém-chegado na capital.

Av. Bandeireantes às sete horas da manhã forçaria o diabo a rever seus conceitos de castigos eternos. Porque a sensação de lentidão é tanta, que às vezes a impressão que eu tenho é que o motorista engatou a marcha moonwalker. Mesma sensação de uma baldeação na Linha Amarela-Linha Verde, na Consolação, às dezoito horas. É tão movimentado como o ramadan.

E dia desses, vi um sujeito morando numa árvore, na 23 de maio - em pleno 2012 - na cidade mais rica do país.

Eu deveria escrever qualquer coisa sobre a minha contínua e sempre primeira impressão de São Paulo.

Normal. E não. Ainda não tenho nada a dizer sobre isso.

Mas, olha só, o Bernado Carvalho disse umas coisas legais, bem legais, sobre São Paulo.

Tá certo?

É isso.

***



08/09/2011

absolutamente nada

A. Paul Weber, The Rumor, 1943 via 50 Watts

Quando enfrento o ônibus lotado até o metrô Conceição, ou desvio da pressa das pessoas nas calçadas da Paulista e da Augusta, me sobe uma alegria idiota. Sinto-me seguro nas ruas de São Paulo. E o motivo é simples: ninguém te conhece.

É uma coisa óbvia pra quem cresceu e vive desde sempre imerso nessa legião de estranhos. Até meio ridículo falar uma coisa dessas. Mas pra quem cresceu numa cidade com pouco mais de cinco mil habitantes, há sempre esse estranhamento (ninguém te conhece), e isso conforta.

***

Numa cidade pequena o reconhecimento é tão imediato que até quem você não conhece te reconhece. Sabe onde você estudou, se você era um bom ou mau aluno, quem são seus pais, avós, irmãos, o que eles fazem, que lugares frequentam, etc. Tanta intimidade é sufocante. Tanto reconhecimento eleva o superego à última potência. Peso. Insegurança. E sobe essa vontade de se encolher num canto, sumir, desaparecer. Porque de repente nada daquilo que você faz é suficiente pra quem te conhece demais. Pra quem acha que já sabe como você é. E como você deve ser. Cidades pequenas são os lugares mais perigosos e inseguros do mundo. Tipo Dogville.

***
Caminhando pelas ruas de São Paulo me sinto livre. Um eremita, diante de pessoas que às vezes te olham mas nunca te reconhecem. E não esperam que você faça nada. Absolutamente nada. Talvez jogar o papel no lixo, aguardar sua vez na fila. Segurar a sacola da moça no ônibus. Dar lugar ao sr. de cabelos brancos e rosto de papel. E somos todos franciscanos nessa horas. Com o coração cheio de segurança. Amém.

***
Perfeito seria um lugar como São Paulo absolutamente vazio. Sem ninguém. Mas não. Nada é perfeito.



26/07/2011

“Enfim, contanto, etc. É conforme".

Morei por um ano e pouco numa casa que não tinha sol. Era barato e mais ou menos bem localizado. A casa, antes um escritório, ficava dentro de um galpão, um estacionamento. A estrutura de aço corria de fora à fora, sobre os carros, e sustentava duas fileiras paralelas de kitinetes coloridos. Pequenos. Coloridos. Pareciam de brinquedo. Como se uma falsa vila holandesa tivesse se cruzado com um estacionamento. Era mais ou menos isso. 

A casa (um sobrado dentro do estacionamento), antes um escritório, era diferente dos kitinetes. Ficava no fundo, sobre a casa do dono do lugar. Tinha uma escada à esquerda, de ardósias tão largas que encapariam uma mesa sem qualquer dificuldade. Já não bastasse, era excessivamente íngreme. Não foram poucas as vezes que cheguei no topo da escada já respirando diferente. E foi por lá que eu subi, estranhando a largura dos degraus, as três portas de entrada da casa; e sem dar importância a ausência do sol. 

Isso acontece em algum mês perdido no primeiro semestre de 2004. Foi lá que escrevi a primeira versão do meu primeiro livro, num caderno azul, depois no 486 dx4, sem modem, 8 megas de Ram, que não rodava mp3 e nem emuladores do super NES, embora rodasse muito bem emuladores de Mega Drive (Street Of Rage), do Atari, (River Raid e Pac-Man) e Warcraf II. E muitas vezes, vi a luz do sol escorregar nas duas grandes janelas que davam do quarto pra cozinha, e chegar fraca e apagada, filtrada por uma claraboia estreita, rente a uma parede do outro lado, que eu nunca soube o que era. E tinha a impressora matricial que cuspia os trabalhos, e as duas caixinha de som ressoando um CD repetidamente, às vezes KID A do Radiohead. Às vezes Amnesic, às vezes uma coletânea do Travis, Joy Division, The Cure, ou o magnífico Turn on the bright lights ( PDA aos 3':09'' é a mais bela trilha para uma redenção inexistente). Era mais ou menos isso. 

E agora eu poderia começar a frase evocando adjetivos de autoconsimeração velada. Idealizar, simplesmente, tipo: “só as coisas boas ficam” no fim das contas. Que tudo faz parte do vivido, que o passado nos define, que faz parte da minha história, ou qualquer coisa assim. É um bom momento pra dizer isso, evocar obviedades diante de tanto afastamento. É fácil de fazer. É tudo tão longe, o estacionamento, a escada, a falta de sol, a falta de conversa, o descuidar sistemático. Tão distante que não dá mais pra distinguir o que aconteceu de verdade, daquilo é a mais pura distorção. Não dá pra diferenciar os fatos brutos dos fatos já esmagados e distorcidos defensivamente através do filtro da memória. Fica tudo maquiado. Um bom momento pra sacar uns minutos de sabedoria e dizer que “nenhuma experiência é gratuita”. Mas não. Seria como passar a desempenadeira numa parede completamente seca, dura, velha. E se eu topasse com um pedreiro passando uma desempenadeira numa parede seca e velha, arrancando a tinta e o reboco, a cena me pareceria, no mínimo, doentia. Memória é ficção.

O fato é que a falta de sol é o contorno que ficou. daquela época, da estranha época da casa sem sol. É mais ou menos isso. 

A certa altura, de um conto meu que saiu na Cult em 2009, está escrito: “escrevo essas coisas porque não posso viver”. Olhando hoje, acho muito estranho ter escrito aquele rascunho do livro naquele lugar. Estranho no sentido de que o que me levou a escrever, na casa sem sol, apesar de tudo, para o bem ou para o mal, não foi outra coisa senão um desejo de afastamento defensivo e radical do contexto e de uma realidade que me soterrava, e que era incompreensível (e ainda é). Uma tentativa dúbia de compreender e me aprofundar e de fugir ao mesmo tempo. Ou seja, uma fabulação. Aquela velha fórmula, a arte existe porque a vida por si não basta.

Claro, é só uma impressão. A minha impressão. Não sei se você entende. 

Mas, tantos anos depois, quando ouvi uma amiga declamar os primeiros versos ("um pequeno sol de bolso",) do poema do Paulo Henriques Britto, senti até um arrepio. Tava em Porto Alegre, no Van Gogh, fechando a noite de um sábado. E na mesma hora me veio a ideia de batizar este blog com esse nome. Porque me lembrei imediatamente daquela casa, do estacionamento, da escada, da claraboia, da falta de sol, “Enfim, contanto, etc. É conforme", como diria Fabiano. 

Lembro que fiquei pedindo para ela declamar o poema toda hora, até que eu decorasse. E eu decorei. Cheguei em casa e batizei o blog. É mais ou menos isso.

Tô falando essas coisas porque nunca coloco coisas pessoais aqui, pelo menos não assim nesse tom intimista e honesto que geralmente é comum nos blogs por aí. O blog tá beirando 53 mil acessos, em um ano e pouco, e chegando a cerca de 300 acessos por dia. E eu não sei dizer o que isso significa. Acontece é que quase nunca falo diretamente com você, que vem aqui e me visita com frequência. Tem uns que passaram de leitores a mais chegados, colegas de letras. Outros, que eram comentadores frequentes, vieram e foram embora. Uns visitam e não voltam mais. Têm os que visitam e me mandam emails, textos, me mandam mensagens pelo facebook. E aqueles que ficam quietinhos, espiando. No mais, só queria agradecer a companhia, o interesse e a paciência de vocês. Prometo emitir mais opiniões sobre qualquer qualquer coisa, e continuar enquanto der: “Enfim, contanto, etc. É conforme".

Um abraço. 

“que não propriamente ilumina
mas durante seu percurso
dissipa a neblina” 




09/07/2011

a única questão importante

Se há uma questão que me arrebata, e me causa uma estranheza medonha, é a questão da existência do sofrimento. Chego a pensar, ingenuamente, talvez, que dentre tantas questões sem resposta, a questão do sofrimento é a mais sem sentido, logo, a que merece ser contemplada com maior generosidade e empenho. Afinal, por que sofremos?

Todo tipo de seita, culto, e os milhões de livros juntando poeira nas bibliotecas e os tratados de ciências humanas, artes, cachaça, literatura e as pílulas da felicidade, meditação e psicanálise e as religiões milenares foram erguidas e afundaram soterradas sobre essa questão, como num fosso de areia escorrendo desde sempre para nada. Das nuvens vem o fogo para nos purgar, sem motivo, da nossa própria deficiência e fraqueza. As vestes rasgadas de Jó, o sangue que escorre sem razão e as feridas que ardem sem motivo ruídas por vermes, um grito sôfrego emparedado no absoluto silêncio de Deus. Nações e cidades desaparecem do mapa como se nunca tivessem existido. Deuses desceram do céu, caminharam entre nós, se reergueram dos mortos espalhando a Boa Nova e falharam feito crianças mimadas. O discurso prossegue vazando nas catedrais vazias como o vento que passa pela janela aberta. E nós, afundados na realidade, implorando pela benção dos santos, pela luz da razão, pela fruição visceral dos instintos e prazeres, por verdades provisórias, ponderação, honra, dignidade, continuamos falhando de forma exemplar. Resta a contemplação, e mais nada.

27/05/2011

Email a um amigo

Mário, teu email chegou numa boa hora. 

Tenho pensado muito nisso também, nesse distanciamento dos amigos. Tenho pensado que muitas vezes  eu tenho o hábito de preservar relações de amor (até exageradamente) e acabo sendo desleixado com os amigos, talvez por crer que eles vão estar sempre ali, disponíveis, do mesmo jeito, intocáveis, usando as mesmas roupas, as mesmas piadas e histórias. Pegar o violão e tocar a mesma sequência de cifras. Porque tenho essa intuição de que a amizade cristalizada nunca se modifica, passe o tempo que passar. Quando se encontra um velho amigo, embora haja uma estranheza inicial, basta evocar um primeiro evento marcante (ou banal), e tudo é reconhecimento.

É mais fácil se livrar de um grande amor que à época parecia inesquecível, do que se livrar dos laços de uma amizade, (se bem que, contrariando o Paulo Mendes Campos, amor não acaba. Se acabou não era amor, era amor de ocasião, gerado sabe-se lá porque, incapaz de se renovar. Sou mais aquele poema do Carver, do corte de cabelo. E haja cachaça quando ocorre assimetria). Amizade, por sua vez, é alguma coisa de campo de batalha. Nunca estive num campo de batalha, é claro, mas acho que é isso. Depois de passar por certos momentos juntos, vivenciar certas experiências juntos, cria-se um repertório existencial que nunca se quebra (isso vale pra qualquer nível de relacionamento humano, eu acho), um vínculo necessário que se estende e nunca mais arrebenta, principalmente se for apenas pela distância contigencial, só pela falta de convivência no dia a dia. Porque, aliás, o dia a dia é meio raçado com as obrigações e a seriedade, e nessa rotina de obrigações e dos cumprimentos sérios, ou dos risos treinados, surgem os amigos de ocasião, que não deixam de ter seu valor, mas eles acabam ocupando um espaço que é daqueles que não podem estar perto, seja qual for o motivo. Não como um reserva ocupa o lugar de um titular machucado, deixando o treinador de cabeça quente, amigos de ocasião são meio como reservas de luxo, com quem sempre podemos contar. E é comum a gente sempre dizer a esse amigo de ocasião: "Mas você parece demais com um amigão meu, nossa senhora. Você tem que conhecer esse meu amigo."

Essa distância, os rumos que a vida vai tomando com o passar dos anos, acabam gerando esses desencontros, esse distanciamento da rotina um do outro. Bons tempos aqueles que nos enfiávamos na roça como se não houvesse amanhã, e talvez não houvesse mesmo, e talvez nunca haja, além dessa crença (ilusória, porém necessária) de um amanhã nos esperando como um lugar no espaço, como um endereço exato. E é aqui, acho, que está o nó da questão. Esse endereço no amanhã, é quase sempre individual, cada um acaba embicando o rosto no próprio rumo e segue em frente. Sabe que se não fizer isso, ninguém, nem o melhor dos amigos ou familiares irá fazer. Não dá pra transferir a carga da vida. Ou como diz o povo da nossa terra, "cada um leva sua própria cruz".

Mas esses nossos endereços acabam se atravessando, sempre, numa esquina por aí. Principalmente, se a gente fizer um esforço, tomar a iniciativa de marcar alguma coisa. 

Afina o violão e chama o Dedé.

Um grande abraço.

21/05/2011

método prático experimental de guerrilha sentimental


Toshiaki Uchida
Enquanto os neurocientistas não inventam um termômetro pra poder identificar, com certeza, quando é paixão, contingente e passageira, e quando se trata de amor, necessário e enraizado, eu acabei desenvolvendo um método prático experimental de guerrilha sentimental.

É bem simples.

Se é paixão, acordo de manhã e a primeira coisa que me vem à cabeça, antes de qualquer outra coisa, é o cigarro. Vou lá, encho uma xícara de café e pito meu cigarrinho sossegado, depois penso no resto, e nesse resto (com todo respeito) está a tal da pessoa objeto da paixão.

Se é amor, acordo de manhã com um aperto no peito, mando uma mensagem de bom dia, ligo, digo oi, pergunto se tá tudo bem. E só depois, me lembro do cigarro.

*******

13/02/2011

Under Cover of Darkness, The Strokes

Já é quase assunto velho, mas o Strokes soltou, 9 de fevereiro, o single, Under Cover of Darkness, que faz parte do novo disco, Angles que está preste a vir (21 de março). Tenho uma dívida emocional com Strokes, meio patética, daquelas coisas regadas a nostalgia e momentos estranhos. Ouvir Last Night pela primeira vez (já faz dez anos), naquele programa cheio de afetação da Rede Minas, o Alto-falante e pensar que porra é essa! Lembro de uma fita que gravei para o Luigi, em que Last Night era a primeira faixa. Depois ouvimos muito essa fita; e ouvimos mais ainda um cdzinho (naqueles sony que descolavam a mídia ou costumavam mofar) que trazia essa mesma coletânea com algumas modificações. E como ouvimos Strokes! Na época da banda, embora a música não estivesse no repertório, bastava um intervalo qualquer e já começamos a brincar, depois tocar sem vocal, eu, Luigi, o Abacaxi. Que fase! Mas, na últimas vez que tocamos juntos, já em outra banda, a última banda, numa tarde de julho, de ressaca e num calor desgraçado enquanto motoqueiros zanzavam de um lado ao outro, finalmente tocamos Last Night inteira. Com vocal, solos e riffs bem destribuídos e bem ensaiados, embora eu tenha atrasado um intervalo na entrada do solo.

Mas os momentos estranhos são muitos. Como Hard to Explain tocando na TV 14 polegadas naquele programa A Cor do Som da Rede Minas nas madrugadas regadas aos sinos de São João del Rei. Ou ainda, The Modern Age virando uma cachaça no Ribeirão da Ponte, ou no extindo Bar do Serginho.

Room On Fire faixa a faixa no fuscão vermelho do Dodinho, sudindo a serra de São Tomé, à noite, a garrafa de rum, ou o conhaque limpando a garganta da poeira festa de São Bento, ou a vodca espantando o frio da Festa da Fogueira de Ingaí. 

First Impressions of Earth em longas noites de baralho e cachaça no bar do Tatá. 

Já mais à frente, quando bêbados, pedíamos as meninas que pedissem aos caras das bandas que tavam tocando, que tocassem Strokes; e se acontecesse, era um pequeno surto de alegria idiota e ingênua, que me parece tão distante que não consigo entender qual era a graça daqueles pulos e porres. Fica mais a sensação de bom, sem saber exatamente por que era bom. E talvez não houvesse mesmo o porque de ser bom, e por isso era como era, como são a maioria das coisas, principalmente os pequenos ídolos que erguemos diante de nós mesmos, pra ter no que se agarrar. Afinal ser jovem nada mais é que ter o direto de acreditar nas próprias fantasias e pequenas bobagens, como aquele discurso de aproveitar a vida e coisa e tal.

Da trindade de bandas que serviram de trilha para os últimos dez anos da minha vida (Interpol, Radiohead), Strokes foi o show que ainda não fui.

De toda forma, essa nova música dos Strokes soa como som velho, já nasce envelhecida; como se essa canção já estivesse lá, tocando lá nas madrugadas de São João del Rei sob os sinos, nas noites de sábado que eu o Dandan ficávamos à janela espiando as águas escuras da piscina do Atletic, ou lá na casa Verde do IAPI, ou lá no Matozinhos, ou nessa labiríntica Luminárias do passado, cheia de fases, etecétera, etecétera. 

Troço doido esse trem de nostalgia. Uma musiquinha inofensiva e... enfim.

"Me vestir, saltar da cama e fazer o melhor.
Tudo certo?
Eu estive andando longe desta cidade
E todo mundo continua cantando a mesma música há dez anos.

Eu vou esperar por você.
Você vai esperar por mim também?"


"Get dressed, jump out of bed and do it best.
Are you OK?
I've been out around this town
And everybody's been singing the same song ten years

I'll wait for you.
Will you wait for me too?"



Strokes é o Creedence Clearwater Revival da nossa época (pra mim). Ouvir aos 50 anos (distraídos venceremos) no churrasco nostalgia e fazer dancinha empolgada numa vibe rock brega, depois, soltar o discurso "no meu tempo que tinha música", etc etc.

***

De toda forma, PJ Harvey lança novo CD em Paris, com transmissão ao vivo



18/01/2011

Quase listas

Não fiz listas/resumos sobre o ano que passou, mas vamos lá, nunca é tarde. (aviso: não refletem qualquer critério científico, critérios puramente sentimentais, logo)

Músicas.

1)   Perfect day Elise, PJ Harvey, Is This Desire?: 1998.
2)   Prospectors Arrive, Jonny Greenwood, There Will Be Blood: 2007.
3)   The Poet Acts, Philip Glass. The Hours. 2002.
4)   La Mer, NIN, The Fragile [Disc 1]: 1999. 
5)   In Limbo, Radiohead, KID A, 2000.
6)   Gravity, The Notwist, The Devil, You + Me, 2008.
7)   Anyone ghost, The national, High Violet, 2010. 
8)   Islands, The XX, xx: 2009.
9)   Tear You Apart, She Wants Revenge, She Wants Revenge: 2006.
10) Heart and Soul, Joy Division, Heart and Soul [Disc 2] "1998".
11) Celestica, Crystal Castles, Crystal Castles II: 2010
12) I See You, Sissy, All Under: 2006.


Livros mais marcantes(desculpe o aspecto brega no adjetivo marcante)

"Moby Dick", Herman Melville. ( livro emprestado, não lembro a edição)
"As laranjas iguais", Oswaldo França Jr. (Ed. Nova Fronteira, 4ª edição, 1985.)
"Bartleby, O Escrivão", Herman Melville. (livro emprestado, não lembro a edição)
"Mãos de cavalo", Daniel Galera. (Companhia das Letras: 2006)
"68 contos de Raymond Carver", Raymond Carver. (Companhia das Letras: 2010).
"Sinuca embaixo d'água", Carol Bensimon. (Companhia das Letras: 2009)
"Bartleby e companhia", Vila-Matas (Cosac Naify, 2004).
"Linhas tortas", Graciliano Ramos. (Record: 16ª Edição. Record: 1994.)


Blogs:

(Tinha me esquecido do Desilusões Perdidas, do Duda Rangel)

Filme? "There Will Be Blood", "Paranoid Park", "Dogville".

Meme do ano: "embatuquei."

Publicação mais relevante: Prêmio UFES de Literatura 2010 e Suplemento Literário de MG, com o conto 4'33''.

Morei em três casas diferentes.

Quando a gente chega de avião à São Paulo, consegue ver uma camada espessa, preta, como um lençol negro pairando sobre os prédios.

Não tive como ir ao enterro do Tio Orlando.

Seleção saiu da Copa antes que eu pudesse assistir um jogo com meu pai.

Não joguei mais futebol.

Zerei "Call of duty: Modern Warfare 2."

Não importa o que você faça, faça bem ou mal, sempre tem alguém pra achar o que você faz ridículo.

Comecei um diário e abandonei com o mesmo empenho.

Quaresma, meu gato, matou uma cobra à unha na porta da cozinha.

Livro em progresso avança lento.

Pior dia:  ?

Melhor dia: 16/07.

Enfim> Vida.