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14/04/2013

Random Access Memories




Depois das prévias publicadas no The Creators Project, a ansiedade em torno de Random Access Memories, o novo disco do Daft Punk, é grande. Ao que parece, o álbum, que deve vir a público em maio, será tocado à moda antiga, com instrumentos de verdade

No teaser, além dos robôs tocando baixo e bateria, a banda analógica conta com o rapper Pharrell Williams nos vocais e Nile Rodgers na guitarra.

***
(upgrade - 03/05)

Aqui uma entrevista com comentários faixa a faixa.




13/08/2011

silence in disguise

"We would like to take the sights
 (that's why I hold you)
And bring silence in disguise".


18/05/2011

Um bom dia para rever "Control"

No dia 18 de maio de 1980 Ian Curtis, vocalista do Joy Division, cometeu suicídio, aos 23 anos de idade.



"To the center of the city where all roads meet, waiting for you,
To the depths of the ocean where all hopes sank, searching for you,
I was moving through the silence without motion, waiting for you."
Shadowplay, Ian Curtis.

Um bom dia para rever "Control".

*

18/02/2011

The King of Limbs, Radiohead (primeira impressão)

"Se se tratasse de uma nave espacial, seria a Millennium Falcon." 


Estou mais próximo da turma entusiasta de KID A e Amnesiac, do que dos fanáticos nostálgicos pelas guitarras de Ok Computer, The Bends e Pablo Honey. De toda forma, à primeira ouvida de The King of Limbs:

1) remete à atmosfera de Amnesiac(Dollars & Cents e Pyramid Song), até a alguns b-sides (The amazing sound of orgy); 2) traz os elementos melódicos contidos de In Rainbows (Weird Fishes/Arpeggi e Down Is The New Up), junto aos loops e ruídos mais estranhos de Hail to the Thief (Backdrifts e The Gloaming); 3) os pontos altos são: Little By Little, Codex e Separator4) Give Up The Ghost é bem chatinha.

É isso.

(PS: Lotus Flower é um bom single à maneira de In Rainbows e 15 Step; e não deixe de ler a análise hermenêutica do Jacaré sobre a dancinha do Thom Yorke e a análise em tempo real do Trabalho Sujo)

(PS-2: o pintinho e o novo do radiohead)

The King of Limbs, 2011

1. - Bloom
2. - Morning Mr. Magpie
3. - Little By Little
4. - Feral
5. - Lotus Flower
6. - Codex
7. - Give up the Ghost
8. - Separator


13/02/2011

Under Cover of Darkness, The Strokes

Já é quase assunto velho, mas o Strokes soltou, 9 de fevereiro, o single, Under Cover of Darkness, que faz parte do novo disco, Angles que está preste a vir (21 de março). Tenho uma dívida emocional com Strokes, meio patética, daquelas coisas regadas a nostalgia e momentos estranhos. Ouvir Last Night pela primeira vez (já faz dez anos), naquele programa cheio de afetação da Rede Minas, o Alto-falante e pensar que porra é essa! Lembro de uma fita que gravei para o Luigi, em que Last Night era a primeira faixa. Depois ouvimos muito essa fita; e ouvimos mais ainda um cdzinho (naqueles sony que descolavam a mídia ou costumavam mofar) que trazia essa mesma coletânea com algumas modificações. E como ouvimos Strokes! Na época da banda, embora a música não estivesse no repertório, bastava um intervalo qualquer e já começamos a brincar, depois tocar sem vocal, eu, Luigi, o Abacaxi. Que fase! Mas, na últimas vez que tocamos juntos, já em outra banda, a última banda, numa tarde de julho, de ressaca e num calor desgraçado enquanto motoqueiros zanzavam de um lado ao outro, finalmente tocamos Last Night inteira. Com vocal, solos e riffs bem destribuídos e bem ensaiados, embora eu tenha atrasado um intervalo na entrada do solo.

Mas os momentos estranhos são muitos. Como Hard to Explain tocando na TV 14 polegadas naquele programa A Cor do Som da Rede Minas nas madrugadas regadas aos sinos de São João del Rei. Ou ainda, The Modern Age virando uma cachaça no Ribeirão da Ponte, ou no extindo Bar do Serginho.

Room On Fire faixa a faixa no fuscão vermelho do Dodinho, sudindo a serra de São Tomé, à noite, a garrafa de rum, ou o conhaque limpando a garganta da poeira festa de São Bento, ou a vodca espantando o frio da Festa da Fogueira de Ingaí. 

First Impressions of Earth em longas noites de baralho e cachaça no bar do Tatá. 

Já mais à frente, quando bêbados, pedíamos as meninas que pedissem aos caras das bandas que tavam tocando, que tocassem Strokes; e se acontecesse, era um pequeno surto de alegria idiota e ingênua, que me parece tão distante que não consigo entender qual era a graça daqueles pulos e porres. Fica mais a sensação de bom, sem saber exatamente por que era bom. E talvez não houvesse mesmo o porque de ser bom, e por isso era como era, como são a maioria das coisas, principalmente os pequenos ídolos que erguemos diante de nós mesmos, pra ter no que se agarrar. Afinal ser jovem nada mais é que ter o direto de acreditar nas próprias fantasias e pequenas bobagens, como aquele discurso de aproveitar a vida e coisa e tal.

Da trindade de bandas que serviram de trilha para os últimos dez anos da minha vida (Interpol, Radiohead), Strokes foi o show que ainda não fui.

De toda forma, essa nova música dos Strokes soa como som velho, já nasce envelhecida; como se essa canção já estivesse lá, tocando lá nas madrugadas de São João del Rei sob os sinos, nas noites de sábado que eu o Dandan ficávamos à janela espiando as águas escuras da piscina do Atletic, ou lá na casa Verde do IAPI, ou lá no Matozinhos, ou nessa labiríntica Luminárias do passado, cheia de fases, etecétera, etecétera. 

Troço doido esse trem de nostalgia. Uma musiquinha inofensiva e... enfim.

"Me vestir, saltar da cama e fazer o melhor.
Tudo certo?
Eu estive andando longe desta cidade
E todo mundo continua cantando a mesma música há dez anos.

Eu vou esperar por você.
Você vai esperar por mim também?"


"Get dressed, jump out of bed and do it best.
Are you OK?
I've been out around this town
And everybody's been singing the same song ten years

I'll wait for you.
Will you wait for me too?"



Strokes é o Creedence Clearwater Revival da nossa época (pra mim). Ouvir aos 50 anos (distraídos venceremos) no churrasco nostalgia e fazer dancinha empolgada numa vibe rock brega, depois, soltar o discurso "no meu tempo que tinha música", etc etc.

***

De toda forma, PJ Harvey lança novo CD em Paris, com transmissão ao vivo



08/07/2010

"Follow me to nowhere"


Não sei onde estava com a cabeça que me esqueci do disco novo do Crystal Castles , intitulado Crystal Castles II (2010).  O álbum é vibrante, criativo, tosco, inteligente, com vibe e sem vibe.  Destaque pra três faixas: Celestica, Bird e Not in love.
 
Quando ouço uma banda criativa, em primeiro álbum,  longo penso: ou vão gravar o mesmo álbum pra sempre, fazer cover de si mesmo(Coldplay), numa eterna repetição, ou vão tentar reconstruir seu estilo a fim de que o segundo álbum cause a mesma sensação de originalidade que o primeiro; mas isso não é fácil.  É a tal síndrome de segundo disco. Bom, a meu ver, Ethan Kath e a vocalista Alice Glass não tomaram conhecimento dessa tal síndrome.





1 Fainting Spells 2:43
2 Celestica 3:50
3 Doe Deer 1:38
4 Baptism 4:13
5 Year Of Silence 4:54
6 Empathy 4:11
7 Suffocation 4:02
8 Violent Dreams 4:36
9 Vietnam 5:09
10 Birds 2:31
11 Pap Smear 3:43
12 Not In Love 3:33
13 Intimate 4:45
14 I Am Made Of Chalk 3:09

05/05/2010

Porque nada é insubstituível: uma hora ou outra...

Por isso, suponho ter finalmente encontrado um substituto para o Travis na minha playlist. (cansei das antigas e as novas canções do Travis,  não me convencem)

The National: "banda de indie rock formada em 1999 por amigos de Cincinnati, Ohio. As influências vão de Bruce Springsteen a Tindersticks. E as músicas são escritas e cantadas por Matt Berninger com sua diferente voz de barítono". ( last.fm)

Favoritas no momento:

 Fake Empire , Slow Show e Mistaken For Strangers do álbum Boxer (2007)

Mas Anyone's Ghost do álbum High Violet (2010) é sensasional. E não sei dizer o porquê.


Qualquer coisa vai lá no myspace da banda e se vira: aqui